Os
maçaricos são azuis
Por viver muitos anos na estrada, Itaobim pegou um
olhar desviante, Daí que via o azul na canção dos 111s, Daí Ele imaginar ver as
horas nos olhos dos gatos, Daí que as placas 80km eram símbolos
sonhados na infância.
Essa poesia
maltrapilha e andante escutava o azul sinfônico dos maçaricos, Daí ele criava
delírio nos sons produzidos pela estrada.
Um Scania 113h subindo a serra da canastra está
cantando uma canção que o faz ter uma epifania:
Vê os céus abertos, vê o anjo da Sétima trombeta;
vê o apostolo bradar: eu nunca mais!
O sol azul se levanta, a cotovia canta: fnm jaune...111s mauve ... 113h bleu. Daí que
Itaobim exclama:
_ Que saudades da minha infância, da aurora às
margens da estrada!
Quando FNMs me acordavam com seu brado de
velho sábio, e os Scanias me nanavam com a sinfonia afinadíssima de seu motores
360 hp em ré menor.

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